Então o problema entre a abstração formal e dialética é que a primeira não pespega o movimento do Ser. Mas ela não está propriamente superada, mas limtida em seus prodromos.
De modo geral Hegel foi muito estudado e eu não pretendo seguir o caminho destes estudiosos. Fazer um texto é sempre fazer algo, por minimo que seja. Já vale achar um pedrinha pequena, como preconizava Heidegger.
Então, pretendo ,nestes artigos, focar nos dois livros principais de Hegel, fenomenologia e ciencia da lógica e alguns outros menos conhecidos, notadamente o último, para verificar a cientificidade ou não desta “ Ciência da Lógica”, se a lógica é uma ciência e se expressa a lógica das coisas.
Em grande parte esta pergunta já foi muitas vezes respondida, mas ela não tem a repercussão devida para que se compreenda o verdadeiro papel da dalética, que é um método especifico para prospectar certas realidades.
Se imaginarmos que o mundo obedece a uma lógica ,qualquer que seja ela, teremos que discutir qual a que predomina e a resposta será a dialética pois ela expressa o movimento, que é a coisa mais universal que existe. Sendo o não movimento pura ilusão.
Mas como nós temos falado, o movimento explica o que uma coisa é e que a coisa que é está em movimento.
Se objetivamente, no entanto, o movimento fosse tudo, fosse sempre, não haveria sequer como dizer a palavra Ser. Quando se diz tudo está em movimento, não quer dizer que tudo é movimento , que o todo é movimento, porque não haveria todo. Todo de quê?
É como se tudo se transformasse o tempo todo(a totalidade do tempo) num átimo.
O átimo não expressa o movimento, sendo parte dele: o movimento é uma extensão, como o Ser é extatico.
Então a dialética entre o tempo , o movimento e o Ser, é extensiva e se constitui de diversas partes que não se diluem umas nas outras, não são a mesma coisa, mas se relacionam viradas umas para as outras: Ser-Movimento-tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário