A identidade na metafísica, na ontologia de Aristóteles, é conhecida, mas quando se fala em identidade na dialética a coisa se complica.
Existem formas várias de pensar a identidade, porque existem várias dialéticas. E de acordo com estas várias dialéticas a identidade é constituida e entendida de várias maneiras também.
Nós podemos dizer que A diferente de -A, que o contrário de A é a sua condição de movimento; nós podemos dizer, junto com Heráclito pantha rei, “tudo flui” , de diversas maneiras.
Jacob Boehme , que eu já citei muitas vezes aqui, usava o principio de que a pluralidade de mundos ,de coisas, de seres, era causada pela palavra divina , que era a única coisa que as unificava.
Nós aqui tratamos da visão de Hegel que busca entender a complexidade do Ser. No caso de Heráclito o Ser era algo ainda em formação, em compreensão, mas em Hegel o Ser, aquilo que se põe como existente já possui uma complexificação maior.
Hegel propõe o Ser como “ o imediato indeterminado” ou seja, o Ser em geral, sem determinações , essências, aparências, que vão aparecer progressivamente na análise de suas determinações.
O uno e a diversidade contraditória são a totalidade constituída fundamental da dialética hegeliana. É a famosa síntese das multiplas determinações.
O ser é isto, uma totalidade contraditória, onde está a identidade. Quando se diz ,na metafísica, o Ser é, o mesmo não pode ser dito na dialética, considerando o movimento.
O ser é movimento, está no movimento e no tempo. E aquele que o observa está e é o movimento e o tempo(homem[espirito subjetivo]).
O espirito subjetivo é uma entidade quase mítica e quiçá mística(lembrando Boehme)porque não s e sabe bem o que ele é , já que tem acesso ao espirito absoluto(Deus[?]).
A identidade, para concluir, é a dialética do Ser e do não-Ser, a unidade e as diferenciações, que se definem por contradições, por determinações contraditórias, que constituem a identidade no e pelo movimento e o tempo.