Então , como eu disse no último artigo, a subjetividade aparece na metafísica, mas ela ainda não s e reconhece como tal porque ainda não entendeu e explicou o modo de sua formação. Através do movimento que vai da subjetividade para a objetividade a subjetividade se reconhece no objeto visado por ela e sabe ser a formadora do conhecimento e de si mesma.
Se Kant trabalha com a experiência e a percepção ele não faz nada senão usar a subjetividade no momento mesmo da apreensão do real, no imediato. Isto coloca problemas relativos ao movimento, porque Kant sabe que ao delimitá-lo está deixando para trás um passado que não está atuando na produção do conhecimento.
Por isto ele estabelece uma regra de analisar os filósofos anteriores na sua temporalidade.
Em Hegel este passado está presente no momento da apreensão\compreensão do real, na sua extensão, porque o objeto está em movimento, tendo um antes e um depois, assim como a subjetividade.
Nos milhares de momentos ao longo do tempo em que a subjetividade se aproxima do real, compreendendo-o mais e mais, aparece uma temporalidade, assim como em Kant. Só que neste , o objeto fica sujeito a estas condições especificas do momento, enquanto que em Hegel há um desenvolvimento a ser explicado e que se torna também objeto de investigação. Se em Kant há umq imediação, em Hegel há uma mediação.
A dialética, agora no seu caminho legítimo, define o Ser como o imediato indeterminado, o visado indeterminado, em que as mudanças na sua natureza, na sua essência, marcam o processo de movimento dialético do Ser, na medida em que pelas diferentes manifestações do Ser, pela diferença se pode observar as modificações do real.
A dialética não é absoluta, mas ela é legitima sim no real na questão mesmo do movimento, uma vez que as inter-relações do real promovem mudanças, transformações, inclusive no tempo histórico ,que passa a ser um objeto de investigação também.
E este movimento está condicionado pelo tempo histórico, por suas diversas caracaterísticas e situação.