Existe um sentido único do Ser? Se não existe qual o sentido do Ser,para que ele serve? Na perspectiva do sujeito cognoscente saber estes prováveis e possíveis sentidos do Ser tem quê significado?
Do ponto de vista da objetividade, significa que o mundo é plural, mas, de novo, de que adianta esta pluralidade? Certo, esta pluralidade significa que , como toda possibilidade, há sempre uma chance, no momento seguinte.
Se o mundo fosse fechado seria o inferno, o inevitável. Há coisas inevitáveis na vida e no mundo, mas de modo geral , para existirem, esta “ abertura” é essencial.
Contudo ,a pergunta sobre o sentido continua. O sentido une o sujeito e o objeto, com a preeminência do sujeito, do dasein . O sujeito “ escolhe” ,na pletora de sentidos do Ser, aquele que está mais afeito a ele.
Aristóteles pretendia um Ser definitivo, mas com o tempo, que é a base das possibilidades e sentidos do Ser, ele se modifica.
Os três momentos mais decisivos deste processo histórico e no tempo são o já referido Aristóteles, depois Kant, e no final o nosso Heidegger, que põe o problema do sentido.
Há outros filósofos,mas falarei deles em outros artigos.
A minha intenção aqui é mostrar que se não há para o Ser os multiplos sentidos que ele apresenta o que nos orienta enquanto humanos, na vida?
Aristóteles nos dá a base , Kant o sentido crítico, e Heidegger , o sentido,dentro daquelas conjecturas que fiz sobre esta questão, no que tange à presença das essências.
De qualquer forma, me parece que em Heidegger o que fica, para além da discussão posta por mim, é o reinado da possibilidade, da possibilidade pura, como ele mesmo diz.
Mas esta possibilidade,este reinado, é definitivo, como a ciência para si mesma se colocou várias vezes?
Acontece com Heidegger o mesmo que com Einstein: plus ultra?