sábado, 30 de dezembro de 2023

tradução do livro de Tsiolkovski de 1903


Os mini-balões com instrumentos automáticos de observação subiram apenas a uma altitude de não mais do que 20 verstas.Dificuldades para levantar balões cresceram extraordinariamente rápido com o crescimento da altitude.


Em torno a Freud I

 

Os meus textos sobre um dos cinco judeus de minha vida retornam tratando de todo o Freud,sua obra completa.Mas eu parara nos estudos sobre o importantíssimo texto “Para além do Principio do Prazer”.

Até as minhas análises sobre o materialismo e o imanentismo não havia ainda entendido este titulo,mas então um insight mo revelou:o prazer é o limite material da existência.Além dele é a razão,a alma ,algo que não se reduz à matéria ,mas que não prescinde dela para existir ,num paradoxo que identifiquei no livro sobre os dois temas supraditos.

É neste texto de Freud que a s coisas ficaram claras para mim.O limite do ser humano é este desejo orientado para uma determinada finalidade(libido),mas nec plus ultra ?

O homem tem como controlar o desejo,mas não tem como apartar-se dele.No entanto,ao longo do tempo,de Buda até Freud,passando por Cristo,persiste o sonho de não ser “ tocado”,porque o desejo é base de toda a frustração e dor da humanidade,por ser também impossível de realizar integralmente.

Em Freud a orientação da libido se dá no nascimento da consciência, que por sua vez, já é ,no seu  momento inicial,uma limitação ao desejo,quando de fora para dentro se ouve um (primeiro) “não!!” .

A busca do desejo é o prazer e aqui já há uma distinção entre estes dois termos.O desejo sem orientação é o quê?Prazer puro?Ou oscila entre o nada e a sua distorção?

O certo é que o prazer pelo prazer é o vicio que domina o desejo e o ilude permanentemente.

Este “ permanentemente”,a continuidade do desejo,do prazer,Freud usa para mostrar a possibilidade de apartação  entre a consciência e o desejo,entre o desejo e o prazer,pondo o problema de se a “ alma” existe.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

A matemática de O Capital I


Inicio aqui uma série sobre a explicação e comentário sobre “O Capital” de Marx privilegiando a matemática,que,naturalmente,ocupa um  lugar decisivo no processo de sua explicação.

Sempre fui muito ruim em matemática.Mal comparando(kkkk),sou como santo Agostinho,que nunca pode ler Aristóteles no original porque nunca aprendera o grego e passou a vida tentando corrigir esta “ falha”.

Eu,por meu lado,creio ter tido mais sorte(em termos ,porque dei um duro danado),porque depois de muitos anos de esforços,não me tornei um matemático,mas pude compreender alguns problemas postos pelas ciências,os quais necessitam de uma mínima compreensão nesta matéria.

Usei o principio de que por mais hermético que seja um saber ele tem uma tradução humana possível,na medida em que o mundo não é fechado,havendo várias vias para se chegar a este conhecimento.

Aprendi tal coisa no meu oficio de professor:diante de minhas dificuldades eventuais e dos alunos busquei estes outros caminhos e fui em grande parte bem sucedido.

Em outro texto explicarei como o fazia,porque agora desejo expor algumas dúvidas sobre O Capital o qual tem sido analisado por mim em inúmeros textos e livros.

E a matemática oferece oportunidades mais profundas para entender a profundidade deste livro.

O primeiro problema que me chamou a atenção sempre de leitor constante(a vida toda)de O Capital é o do capital constante(c) ser reduzido a zero por Marx na análise do processo de produção das mercadorias.

Naturalmente eu não entro sozinho nesta “selva selvaggia”(Dante):uso ajuda também de um autor de esquerda bastante crítico e afamado na década de 60 do século passado:Paul Sweezy,em seu livro “Teoria do desenvolvimento capitalista”.

Na tradução brasileira ,na página 91 diz ele:

“Várias observações devem ser feitas em relação a essa razão. Em primeiro lugar, ao identificar diretamente a mais-valia com o lucro, estamos supondo que nenhuma parte dela terá de ser paga ao proprietário da terra na forma de arrendamento ou renda. Marx mantém essa suposição até a Parte VI do volume III de O Capital, onde pela primeira vez apresenta o problema da renda. Esse procedimento ele o explicou numa carta a Engels, em que expunha um esboço preliminar de O Capital. “No total dessa parte [na época denominada “Capital em Geral”] . . . a propriedade da terra é tomada como = 0; ou seja, nada tem, ainda, com a propriedade da terra em sua condição e relação econômica. Essa é a única forma possível de evitar o trato de tudo, em cada relação particular.” 91 Estando fora do alcance limitado deste livro a discussão da teoria da renda, seguiremos a suposição em questão em todo o presente trabalho.”

E mais acima:

“Marx escreveu quase sempre com a suposição simplificadora de que a taxa da mais-valia seja a mesma em todos os ramos da indústria e em todas as firmas dentro de cada indústria. Essa suposição implica certas condições que não se consubstancia, senão parcialmente, na prática. Primeiro, deve haver uma força de trabalho homogênea, transferível e móvel. Essa condição já foi examinada detalhadamente em conexão com o conceito de trabalho abstrato. Quando satisfeita, podemos falar de “uma concorrência entre os trabalhadores e um equilíbrio por meio de sua emigração contínua, de uma esfera de produção para outra”. 8U Segundo, cada indústria e todas as firmas dentro de cada indústria devem usar exatamente o total de trabalho socialmente necessário nas circunstâncias existentes. Em outras palavras, supõe-se que nenhum produtor opera com um nível técnico excepcionalmente alto nem excepcionalmente baixo. Na proporção em que essa condição não for satisfeita, alguns produtores terão uma taxa mais alta ou mais baixa de mais-valia do que a média social, e essas divergências não serão eliminadas pela capacidade de transferência e mobilidade do trabalho entre ocupações e firmas.

É importante compreender que a suposição de taxas iguais de mais-valia se baseia, na análise final, em certas tendências muito reais da produção capitalista. Os trabalhadores realmente passam das áreas de baixos salários para as de altos salários, e os produtores procuram aproveitar-se dos métodos técnicos mais avançados. Conseqüentemente, a suposição pode ser considerada como apenas uma idealização de condições reais. Como disse Marx:

“ O Capital, III, p. 206.

M A1S-YALIA li CAPITALISMO 95

Essa taxa geral de mais-valia — uma tendência, como todas as leis econômicas — foi suposta para uma simplificação teórica. Mas, na realidade, constitui uma premissa verdadeira do modo de produção capitalista, embora seja mais ou menos obstruída pelos atritos práticos que provocavam localmente diferenças mais ou menos consideráveis, como o estabelecimento de leis para os trabalhadores agrícolas ingleses. Mas, na teoria, é hábito supor que as leis da produção capitalista se desdobram na sua forma pura. Na realidade, porém, há apenas uma aproximação. Mesmo assim, essa aproximação é tão grande que o modo capitalista de produção se desenvolve normalmente, sendo superada a sua adulteração pelos remanescentes de antigas condições econômicas. 80”.

E em outro passo:

(...)Marx supõe que todo capital tenha um período de recuperação idêntico de um ano (ou qualquer outro período de tempo escolhido dentro dos objetivos da análise). Isso deixa implícito que o processo demanda um ano, que o material, maquinaria e capacidade de trabalho adquiridos no início do ano estão esgotados no final, e que o produto é então vendido e todos os investimentos recuperados, com o acréscimo da mais-valia. Isso não quer dizer que Marx ignora a questão ligada aos vários períodos de recuperação, tal como não ignora os problemas da renda. Pelo contrário, uma grande parte do volume II é dedicada às complicações provocadas pelas diferenças de período de recuperação dos diversos elementos do capital. Mas aqui, novamente, a fim de limitar o âmbito de nossa exposição e focalizar nossa atenção sobre os elementos essenciais da teoria, conservaremos a suposição acima mencionada durante todo o presente trabalho.”

Esta última observação,embora anterior às outras duas é a que eu uso para dar a minha visão ,coisa que eu já venho dizendo e anunciando nos textos citados acima e anteriormente:

Marx,ainda que tenha criticado décadas antes o “ Tableaux Economique” de Quesnay,por admitir uma homogeneidade de todo o sistema econômico,criou outra,a partir da dialética.

E em todo o Capital se vê como isto não tem conexão com a  pratica,porque os vários setores da produção econômica capitalista,em seus mais diversos aspectos,apresentam um caráter diferenciado no tempo ,no movimento ,não podendo justificar uma certeza absoluta de homogeneidade do sistema.

Marx nunca negou isto,mas oscilou sempre entre esta perspectiva homogênea e outra tendencial,variável,sem se desatar.

E além do mais e aí é que entra a matemática, o uso do cálculo diferencial e integral preconiza que no inicio da série infinitesimal(produção de mercadorias) o ponto de partida é zero como na equação:

A coordenada básica do cálculo é que no tempo,em qualquer análise de uma realidade complexa e infinita,como a produção de mercadorias (se é que é infinita) se não s e começar do zero não se há de extrair uma tendência ,um  sentido inteligível.Isto é sim uma influência da dialética como pretensa ciência(mas que é filosofia)na ciência,que não tem a obrigatoriedade deste prévio compromisso,porque(e é verdade)tal elo distorce a realidade.

Este zero é mera suposição e abstração.Mas na realidade não é deste modo.

domingo, 3 de dezembro de 2023

Trecho dos meu comentários sobre O Capital de Marx

 

Conforme a definição do próprio Marx o capital fixo são as máquinas,os lugares,os insumos necessários para se fazer algum bem;o capital variável é o salário,com o qual o capitalista retira a mais-valia e o seu lucro.

O capitalista antecipa os seus custos do capital constante e espera obter uma mais-valia que lhe permita não só obter o seu lucro(taxa de lucro),pela  mais-valia relativa, o trabalho socialmente necessário (no tempo lembre-se)para obtê-la.

Quando ele empata o seu capital  ele não tem nada ,então tudo s e reduz a zero 0.

Assim sendo,diz Marx,sendo 0 o c o capital adiantado é reduzido a  v  e o valor do produto a (c+v)+ m(mercadoria) ao produto do valor ou (v+m).Se o produto do valor é de 180 libras no qual está contido o tempode trabalho necessário paara  produção do bem temos que descontar ,de plano,o capital variável v(salários) para obter o mais-valor.Se os salários são cobertos por  90 libras sobram de mais-valor,90.Este valor correspondente a m(mercadoria)é ,para Marx,a grandeza absoluta do mais valor,mas s sua grandeza proporcional,isto é,a “ proporção em que s e valorizou o capital variável”,que é definida pela relação da mercadoria com os salários m/v é chamada por ele “taxa de mais-valor”.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

O despertar da besta triunfante

 

O drama da igualdade e da desigualdade

Kruschev ao fazer a desestalinização em 1956 incorreu na ira de Mao Tsé-Tung,que não a aceitou.

Na primeira visita de Kruschev à China,Mao fez questão de mostrar esta discordância, humilhando o premiê soviético,fazendo-o nadar na piscina,com uma bóia,como se fosse uma criança....

Nas suas “ Memórias” Kruschev observou certos erros de Mao na hora da condução do “ Grande Salto para  a  Frente”,os quais ele vira também na “Coletivização Forçada” de Stalin:Mao afirmou(e também Stalin),contrariando o fundamento do comunismo ,que a idéia de “cada uma segundo a sua capacidade e cada um segundo sua necessidade” era essencialmente “ burguesa” e que por isto todo o processo de construção do socialismo deveria  seguir um rígido igualitarismo.

Até aos dias de hoje esta distorção do pensamento comunista,que Marx não aceitava e não preconizava(Critica ao Programa de Gotha)segue sendo a “ base” do “ pensamento” destes radicais de esquerda ,alguns que vêm aqui para me jogar pedras,sem nunca ter passado da orelha de seus livros(como é o caso de Mao-Tsé-Tung(e porque não Kruschev,que aprendeu na prática o erro destas premissas.)

Kruschev “aconselhou” Mao a não entrar por este caminho e a reconhecer as diferenças entre as pessoas,os trabalhadores.

Na  perestroika,Gorbachev desejava reconhecê-lo ainda de modo mais profundo e a sua implementação ,num sistema já quase paralisado,o pôs abaixo,por razões que eu não vou discutir aqui,mas em outro texto.

Da leitura da “Ideologia Alemã”,na parte referente ao comunismo,se depreende que Hannah Arendt tinha razão ao associar o comunismo em geral e a proposta de Marx em particular ao liberalismo(em seu livro “A Condição Humana”):no fundo o que Marx quer é que cada homem tenha condição de ser livre individualmente.A luta é coletiva,não coletivista ;é o objetivo para todos,mas não igualitariamente,porque as pessoas são diferentes.Este Ideal é para todos e tem que mudar o modo-de-produção.

É como dizia o dramaturgo brasileiro Jorge Andrade: “libertar o homem do homem”.Este projeto é liberal e todas as correntes contestatórias,socialistas,anarquistas e comunistas o querem igualmente.

No inicio da atividade revolucionária e de construção da utopia admitir a desigualdade é ruim,mas a médio prazo se não o aceitar o sistema cai por terra.

E é fácil falar nas diferenças quando se está por cima,à frente dos outros,mas aquele que está atrás,se ressente .É sabido que os países menos invejosos são os que distribuem melhor a renda e em que a distância entre as pessoas é menor,bem como o usufruto das benesses da produção são divididos por cima e por quase toda a sociedade(quase).

A consequencia de tudo isto é que há uma discrepância evidente entre o pensamento comunista e socialista original e a de comunismo identificada com o socialismo real,que é mais afeito a uma religião cientificista,objetivista e atéia(outra contradição terrível).

Nesta predomina  o principio de “dividir a escassez”,os poucos bens  de que todos dispõem.Como ordenou Ananias ,confessor e batista de São Paulo,às comunidades cristãs do primeiro século.

Mas isto não tem  nada a ver com o comunismo,no sentido de Marx e ,portanto,a liberdade individual,de progredir,não é uma contradição com a  idéia e nem ,muito menos,uma traição aos outros,à comunidade:progredir individualmente é pressuposto,sine qua non ,da utopia.


quarta-feira, 29 de novembro de 2023

As lições dos estóicos

 

Como se sabe a base filosófica do cristianismo e um de seus elementos formadores é o estoicismo,principalmente o conceito de ataraxia.

Este conceito foi emitido por um dos seus fundadores,senão o seu fundador, Zenon de Cicio.

Por ele entende-se que a pessoa deve ter imperturbabilidade diante do sofrimento.Dele derivam dois problemas inter-relacionados:o que é esta impertubabilidade e como consegui-la.

Ser imperturbável diante das coisas ruins que s e apresentam diante de ti,como aconselhava um dos próceres estóicos,Epicteto(um dos maiores)é algo não muito difícil,mas o mais candente é enfrentar a  dor física,objeto de análises de Marco Aurélio e Epicuro.

Extrair da dor uma lição.

Da  questão da dor especialmente eu vou tratar em outro artigo,muito embora tenha a ver ,claro,com este atual que escrevo,mas como demanda mais esforços de compreensão e argumento,farei assim.

Aqui quero trabalhar com a intersecção entre o estoicismo pré-cristão e o cristianismo,na sua contribuição para formar o mito de Cristo.

O estoicismo é uma filosofia pré-cristã sem dúvida e ela ajuda a compreender a noção que subjaz à ataraxia,que é “anular-se a si mesmo”.

Esquecer-se  de si é uma noção que vem do pensamento oriental e adquire cristalização na figura do Buda,que quer algo semelhante ao estoicismo:superar a dor matando o desejo.Estas verdades vão ter reflexo no c ristianismo e  em Cristo através de uma visão mais radical do que a superação do desejo:o sacrifício,o auto-sacrificio.

Neste momento as tradições oriental e ocidental se juntam num ponto pela negação do desejo e do prazer,como célula motora da humanidade.

É isto o que eu desejo ressaltar:sempre o desejo foi tido como o elemento motivador,mas há nestas duas tradições,quando se unem ,uma inversão total da “ espoleta”da centelha,que é algo fundamental na história da humanidade, a partir desta interseccão.

A partir deste aprofundamento:aquilo que era ataraxia nos estóicos tornou-se sacrifício e auto-sacrificio no cristianismo e no protocristianismo dos mártires judeus.

Esta “mudança” é muito importante e explicita aquilo que quero dizer aqui.O aprofundamento significa uma atitude um poco mais “ coletiva”do que a simples | “imperturbabilidade”.Esta é mais pessoal,mas intima,indireta,só chegando aos olhos e ouvidos da comunidade através de textos,exemplos pessoais e assim por diante.

Através do martirológio judeu nota-se que ele serve de exemplo mora,ético e educativo para a comunidade.O martirológio judeu “ ensina” e  “ educa” a comunidade para manter o seu sentido.

Além de criar o mito da morte,como sacrifício e ensinar,pela primeira vez,à humanidade,que se deve saber morrer,que se deve “usar” a morte para fins sociais,morais e até políticos.

É neste passo histórico que se cristaliza o (auto-)sacrifício.Há,no entanto,outra questão,que vai se sincretizar em cristo:o papel educativo e psicológico deste auto-sacrificio.

Enquanto nos estóicos era a resistência à dor ,agora é “ ressurgir”,fazer do auto-sacrifico um meio de espicaçar as resistências psicológicas e superá-las pela continuidade do esforço.

Embora no cristianismo a promessa pelo sacrifício seja o da “ ressurreição”,em termos laicos,nós podemos entendê-la como superação das resistências psicológicas,no que é um modo de (auto-)educação.

Às vezes a crueldade do meio nos ensina,mas não raro,nós mesmos temos que ser cruéis conosco.

domingo, 19 de novembro de 2023

Minha Enciclopédia


 

Enquanto digitalizo a enciclopédia que me formou,conforme eu disse no artigo anterior,alguns dos seus verbetes ,que eu guardo na memória (e no coração),vão ser expostos e explicados aqui,sob estes vários aspectos que eu tenho apresentado constantemente:a influência sobre mim;a emoção;o gozo que é poder aprender com susbtância;a possibilidade de reler muitos destes artigos,ao longo da vida, e ter uma experiência multifacetada nova,acrescentativa e não meramente repetitiva.

Em outros momentos de minha vida, em que narrei a intenção e realizar este trabalho,as pessoas de modo geral viam um exagero em atribuir importância a meros verbetes de dicionários e enciclopédias.

Era motivo de riso e oportunidade para me carimbar com uma suposta incapacidade pessoal de  pensar,de elaborar textos e compreendê-los ,como deve ser o principal atributo de um intelectual profissional.

Mas como o dicionarista Aurelio,eu sempre entendi os termos,os conceitos e definições como um manancial de possibilidades interpretativas e gnosiológicas.Ao ver uma definição  ,a sua decomposição me mostrava um verdadeiro mundo,o qual eu queria seguir,sem poder,porque assim deixaria para trás outros mundos ainda mais sedutores.

Outra  acusação me era feita :aquele que define pura e simplesmente não tem condições senão de “ compreender” superficialmente as coisas e como a libélula,este tipo de pessoa põe a bundinha na agua ,mas não entra nela.

Repito,no entanto,que isto só é válido,esta critica só é válida,para aquele que decora o significado básico da expressão.Aquele que,tendo fundamento filosófico,sabe o que é uma definição,tem chance de ir para a frente,como eu fiz a vida toda e faço agora de modo ainda mais complexo.

Aliás a rejeição atual da definição por parte dos intelectuais “ profissionais” da academia,os “ scholars”,cuja natureza e razão de existir eu já expliquei em outros artigos,é para manter os seus pupilos dependentes destes “ novos sábios”de nossa época,os novos “ mandarins”,porque a difusão da capacidade de definir,permite que qualquer pessoa possa produzir conhecimento,não somente esta casta.