Costuma-se classificar estes dois filósofos da seguinte maneira: idealista subjetivo e idealista objetivo, respectivamente.
Estas denominações são de uma época em que não se compreendia bem a filosofia destes dois pensadores.
Considerando que Kant trabalha com critérios pelos quais se constrói uma realidade, atribuindo significados a ela, nós não podemos mais interpretá-lo assim: na verdade ele é um criticista ou um criteriológico.
Colletti afirmou certa vez que Kant é mais materialista do que muitos materialistas por aí. Ele não é um idealista no sentido do que se tem desta palavra, um “subjetivista”, porque usa a experiência humana e a sensibilidade, que trazem para a subjetividade a realidade percebida pelos sentidos.
A percepção dos sentidos é real. Não há nada semelhante ao bispo Berkeley e a Hume, e Kant se refere a isto na Estética Transcendental.
No caso de Hegel é mais dificil corrigir a sua classificação, no entanto, não impossivel.
É certo de fato que ele é um idealista, porque tem um modelo subjetivo que compreende o real, mas este modelo é baseado num principio objetivo, a dialética.
A dialética, como eu já disse, é uma construção da subjetividade e não parte da objetividade.
O problema é esta objetividade , pois. “Idealista Objetivo” é algo impossivel de sustentar. Então “ subjetivo” como kant? Não , não tem como.
A melhor denominação de Hegel é que ele é um dialético, dentre grandes dialéticos como Heráclito e talvez Platão, sem falar em Plotino, Proudhon e tantos outros.
A linha de Hegel é esta. A melhor classificação de seu pensamento é entre os filósofos do movimento.
Esta definição recupera as suas maiores contribuições.
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