domingo, 30 de junho de 2024

Em torno a Marx IV A melhor biografia de Marx

 

Estou atrasado quanto a Marx propriamente dito e volto aqui para estabelecer as balizas de comentários sobre ele,a partir da já elogiada biografia de Gareth Jones.

Gareth Jones é um jornalista americano(estadunidense)que denunciou a fome da Ucrânia e  por isto foi morto,provavelmente pelos soviéticos.De qualquer forma está desaparecido até hoje.

Naturalmente ela não é uma biografia perfeitíssima.Percebe-se que não sendo ele de “ dentro” do marxismo faltam-lhe referenciais  um tanto quanto necessários e óbvios.

Mas por outro lado a biografia é extremamente profissional e isto porque não há senão referencias relacionadas ao trabalho do biografado ,sem  citações pessoais escandalosas.

E mais:a moldura cultural,politica e intelectual em que se forma o pensamento de Marx,auxilia a compreender como ele foi se tornando original e  próprio.

De quebra é possível trabalhar com o próprio desenvolvimento da época,autonomamente.

Em função disto pude fazer fichas muito importantes e bem rigorosas deste livro e do pensamento de Marx,me permitindo fazer comentários detalhados de sua obra e seu pensamento.

Nos próximos artigos  eu tratarei das fichas e anotações que já fiz e que vou fazer,porque ainda leio este texto.

A primeira não é a inicial da biografia,mas que eu considero muito elucidativa e que  ajuda a demonstrar algumas das minhas críticas.

É sobre as relações com Feuerbach:no fundo no fundo não procede a afirmação de Engels dando conta  de  que: “em um determinado momento,fomos todos fuerbachianos”.

Marx continuou.

Prefácio do meu novo livro de artigos

                                                                         Prefácio

O meu objetivo ao reunir estes livros de artigos é procurar acompanhar a passagem do tempo e garantir uma certa utilidade deles para o futuro.

Sempre foi o meu interesse e  minha inspiração escrever textos duráveis ou que pelo menos representassem uma fonte futura de compreensão do nosso presente.

Nem os melhores cronistas de época  conseguiram facilmente isto aí.

Mas,eu como eles,faço tudo o que posso para superar esta barreira sem saber realmente se conseguirei .

Antes é muito mais provável que não.Ainda assim me esforço fazendo destes escritos uma forma   de exercício de esperança de comunicação ,de contato com o outro,como na figura de Bosch :




 

 O contato possível entre as emoções,os sentimentos,os valores,tudo o que provém de seres viventes “ inteligentes” é algo que se procura sempre na vida e é uma das condições de sua reprodução,quiçá infinita e eterna(coletiva ou individualmente?).

Quantas vezes eu mesmo não peguei livros antigos de crônicas e folheei e não vi  mais necessidade de continuar.

As famosas crônicas muito bem escritas de Carlos Drummond de Andrade ,já,no final da vida do grande poeta ou as politicas de Carlos Castelo Branco sobre a ditadura militar.

Ainda assim o referido exercício é mais que exigível,esperando eventualmente e casualmente que seu trabalho sirva ao escopo ultimo de mostrar um pouco do que foi o tempo em que foram escritas.

Vale a pena dar uma Ajuda ao futuro pesquisador que fará o mesmo que todos,mas vai encontrar algo que acrescente sobre seu estudo.

Os títulos apenas servirão para dar um sentido a este tempo em que os artigos procuraram fixar.

Uma tendência  se tirará deles e a desimportância do escritor ficará esquecida  diante dela.

Então o esforço que acompanha toda a esperança vai ter o seu significado no futuro.

Penso que se o tempo passa mais ainda,tal não implica numa perda definitiva.

Havendo uma hecatombe nuclear ,séculos e séculos adentro sem nada poderão esbarrar em alguma coisa que o articulista escreveu para dar uma noticia do profundo do tempo sobre aqueles que viveram aqui.

Uma vez eu escrevi um artigo sobre O Rei Lear:se algum viajante do futuro chegasse aqui ,num planeta vazio,poderia reconstruir a humanidade a partir de um exemplar do texto que tivesse sobrevivido.

Em termos humanitários estes viajantes estariam aptos a fazer aquilo que  Joyce queria com o Ulysses:reconstruir a cidade de Dublin.

Toda a obra tem como sonhar em ser imortal se se pensar desta forma,em termos longevos de tempo profundo.

Quem diria que uma desconhecida mulher primitiva,que morreu no chifre da África,grávida,tentando com sua tribo chegar ao que é hoje o golfo de Aden,se tornasse uma figura universal e instrutiva sobre o caminhar da humanidade pelo globo?

Assim pode acontecer comigo e com toda  a pessoa que luta contra a mortalidade conscientemente.


Um momento de Spinoza II

 

Continuando o artigo sobre Spinoza,sobre o Kundun,vamos tratar do problema da relação do homem com a natureza.

Antes,vou explicar o que é o kundun:kundun é o pretendente escolhido à posição do Dalai Lama.

Geralmente viajantes ,enviados e missionários procuram crianças que têm uma aparente vocação para esta posição,politica e espiritual.

Nós vemos na sequencia citada que ele interveio numa “luta” entre dois escaravelhos ou besouros.Isto é um sinal.

Como eu coloquei subliminarmente na pergunta ,em que medida isto é válido?A relação do homem com a natureza não é só de trabalho e de transformação cultural,mas de pensamento,de ética,de valores e de intervenção.Hoje todos estes outros itens de relacionamento se juntam na questão ecológica.

Nós vimos que Spinoza,em principio,não intervém,considerando que a natureza é assim mesmo e que como paradigma jusnaturalista do comportamento social e  humano é assim que o homem deve agir:reconhecendo que a potencialidade da natureza e do homem ,que faz parte dela,se exemplifica por,entre outras coisas,a luta de vida e morte,de sobrevivência ,dos seres que a compõem,os animais.

Nos dias atuais,quando distorções de compreensão da natureza,causaram violências e  puseram em risco ela própria(ecologia)e quando se tem uma crítica retrospectiva definitiva(quiçá)da metafísica,de suas limitações ,não se há de aceitar esta postura de Spinoza,sem crítica.

No tempo dele a conquista racional da natureza,nos seus inícios,fundamentava um otimismo,cientifico,que obscurecia um pouco  a visão da natureza,que era tida como “para o homem” e não por si mesma,atitude que permaneceu ainda por muitos séculos,mas que agora desaba.


 

Enciclopedias VI

 

O principio das enciclopédias é a reunião dos conhecimentos humanos.Assim sendo a Biblioteca de Alexandria está dentro desta definição.

Esta biblioteca só existe como um projeto perdido no passado,como esta reunião de conhecimento,que o homem sempre precisa.

A enciclopédia de Diderot substitui em termos esta idéia que s e perdeu no tempo:serve a reunião de conhecimentos para modelar o homem,no seu movimento,no presente e no futuro.

Esta “Enciclopedie” se conecta com o século XVIII,o “século que deveria ser colocado no Panteão”.

Esse século,ainda que tenuemente ,nos serve de modelo.Não se trata do Iluminismo,do vanguardismo do conhecimento ,mas dos direitos humanos.

É um referencial mínimo,mas rígido e importantíssimo,no que foi reconhecido pelo politico e poeta Lamartine.Na sua “Historia dos Girondinos”  ele ressalta que esta declaração substituiu a pura vontade de fazer pelo fundamento de fazer,pela transcendência em relação à força de vontade.

A força de vontade deve sofrer a mesma crítica que Rousseau fez  da força pura e simples e da escravidão.

A vontade não acrescenta nada à força,porque ela não expressa o homem in totum .Ego e eu conjuntamente.

As afirmações de Lamartine são muito importantes porque elas mostram que pessoas no passado não s e deixaram levar pela moda do tempo e se fixaram naquilo que se mostrou forte(de fato)após os cataclismos que presenciamos nos últimos 100 anos.

A enciclopédia de Diderot como expressão do século do Panteão cristaliza os direitos humanos,que até stalinistas aí donos de ongs financiadas pela Holanda,defendem.


 

 

sábado, 29 de junho de 2024

O problema da propriedade No marxismo e no comunismo

 

Hannah Arendt explicou de forma cabal como se deu o desenvolvimento do mundo moderno,que se costuma colocar na Revolução Francesa.

Esta Revolução,eminentemente politica,teve grande influência das Revoluções Inglesas,eminentemente burguesas(não adianta os radicais chorarem).

Foi num determinado momento da revolução francesa que a intenção de copiar o modelo constitucional inglês(burguês)se acabou,em grande parte por causa da casa real francesa.

A jornada do X de agosto de 1792 implantou a república e deste passo em diante as verdades das revoluções inglesas(burguesas)foram esquecidas.Entre elas o principio da propriedade.

Em nenhum marxista se vê uma ataque ao principio da propriedade inidividual,mas também não há um conceito positivo dela,o que permitiu aos bolcheviques ,até 1991,fazerem o que quisessem com ela.

Quando era preciso obter apoio de alguém mais pobre,bastava tirar a propriedade de alguém mais abastado e tudo ficava bem.

E no socialismo real ,as violações de domicilio eram frequentes,em nome do coletivo.

Na URSS não havia herança e o estado todo-poderoso manipulava as relações de família.

Tais concepções foram herdadas do republicanismo radical da revolução francesa que privilegiava o “ coletivo” republicano ,em detrimento da vida privada e cotidiana.

Rousseau ganhou a parada de Locke.O intelectual francês sobre o burguês inglês.

No segundo Tratado Sobre o Governo Civil Locke trata da propriedade.Próximo artigo.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Conclusões

 


São de duas naturezas:uma pessoal e outra na relação com o coletivo.No plano pessoal eu fico com mais clareza dos meus objetivos profissionais e no plano  público” tenho condições de defender uma nova atitude diante do mundo,em todas as atividades e escolhas que fiz.

O plano pessoal tem um significado de municiar a mim mesmo de critérios para abordar o real,segundo o que eu acho verdadeiro,o verdadeiro saber.

É a cristalização do meu rompimento com a dialética,mas que todo mundo deveria fazer,principalmente os militantes embotados e o cidadão comum.

Conforme eu disse mais acima,a filosofia não é obrigatória,o próprio Kant o afirmou,mas pode ajudar em problemas complexos e incruados na vida social e politica,principalmemte esta última.

Em diversos outros textos eu demonstrei o quanto é decisivo fazer uma associação sempre criativa com os saberes intelectuais ,digamos assim,que são sempre apartados do mundo real,como inuteis e até que atrapalham o caminho de desenvolvimento.

A filosofia tem uma importância decisiva na História.Gerardo Mello Mourão dizia que só a erudição constrói sentido e história e é verdade.

Mas muitas vezes a construção  de um filósofo individualizado passa por egoismo,oferece perigos à integração social.Não foi assim com Sócrates?Isto é realmente uma culpa da filosofia,do pensamento erudito?Fazer isto significa atentar contra o bem comum?

A história demonstra que não ,mas mesmo assim,me preocupa dar um papel mais pratico à filosofia,para fazer dela,partícipe  livre da luta pela emancipação da humanidade.

Povos filosóficos,eruditos ,têm um nível de desenvolvimento extremamente maior.Eu sei que o nazismo vai ser colocado aqui como crítica,mas quem fez o nazismo não foram os grandes pensadores,mas os invejosos,os ressentidos,os que queriam sê-lo e não conseguiram.As pessoas não notam isto.

Por causa desta contradição na Alemanha o intelectual é mal visto até hoje.

O nazismo é fruto do recalcado ,não do realizador legitimado.Portanto a contradição com o intelectual não existe,a não ser pelo fato deste povo alemão ter aceitado desde o inicio uma plataforma racista,que alguns intelectuais incorporaram.

Questões politicas eu não vou tratar aqui,mas faço questão de ressaltar isto para manter o fio da meada com a cultura alemã e fazer dela não um modelo,mas uma referência para nossas reflexões .E a partir daí demonstrar o que quero com este texto.

O primeiro interesse já venho falando sobejamente.Colletti ,num livro sobre a Revolução Francesa, afirmou acertadamente que  uma das razões da eclosão do nazismo é a falta de uma revolução como a francesa,mas ele poderia ter dito também que a desconexão do iluminismo alemão com a politica prática gerou tal possibilidade.

A plataforma dos direitos humanos é francesa mas  a discussão dos valores humanos  está na Alemanha.Só que  uma mediação separou estes dois lados:o nacionalismo alemão.

Sem uma resposta politica prática os alemães se voltaram para seu problema essencial,que era a divisão do país.Diversos modelos unificadores foram tentados,com mais ou menos sucesso:o espirito do povo(volksgeist);a questão racial;o problema das utopias do passado,ou seja,as bases naconais da cultura alemã.

O iluminismo alemão tem um papel em tudo isto:a superioridade do pensamento na Alemanha.A cultura filosófica,mas os frutos do esclarecimento ainda não se deram.

Não se trata de um kantianismo,mas de uma corrente de pensamento que se prolongou durante todo o século XIX e XX,primeiramente a partir da sua aplicação sobre o direito,depois na própria filosofia mesmo.

Como eu disse os modelos nacionais vieram a substituir a estratégia de direitos humanos e por isso Kant ficou ou mal interpretado ou esquecido.

Mas a partir da psicologia moderna pode retornar,através das escolas de Baden e Hesse.

O esforço que fiz neste livro é para apresentar não só os referidos elementos de militância republicana, a maior  autonomização do sujeito social,do cidadão.

Mas eu proponho uma transcendentalidade a posteriori por  entender não ser possivel abarcar o mundo ,que é uma das noções mais importantes e fundamentais,creio,da vida humana,principalmente hodiernamente.

Pensar que não podemos abarcar o mundo acaba com o cientificismo do século XIX e de todas as épocas:o otimismo deste cientificismo para o qual a causa é tudo e já é a base fundamental da utopia inquina  sempre a estas afirmações como sendo reacionárias ,pois desmotivariam o ser humano para a compreensão do mundo e melhoria da sua condição.Seria uma postura obscurantista,mas a ciência não está livre deste pecado,porque ela é sutilmente autoritária e repressiva e excludente,quando se quer única detentora da verdade.

Se admitirmos que o momento seguinte é uma nova possibilidade nós veremos que uma concepção cientificista fecha o mundo e ilude a todos quanto ao tempo e ao movimento.

No fundo,a dialética e a ciência são meta-históricos,contendo algo de supersticioso e mágico.A ciência verdadeira não vai além da sua particularidade,mas a falsa é aquele que pensa que abarca o mundo.

Então o fato de alguém não saber o que acontece  sempre e em todo o lugar é a condição  do novo,do progresso,do tempo e da mudança.

As filosofias modernas como a de Heidegger trabalham com esta possibilidade .Antigamente falar em possibilidade era cair no possibilismo em que não havia nada de compreensível ou real mas o que é incompreensivel são estas filosofias que pretendem compreender o real sem antes analisá-lo,coma a s de Hegel,Marx e até certo ponto Spinoza.

Estas filosofias estabelecem regras prévias a um mundo que não tem regras e a acusação frequente de que s e segue ao possibilismo é a de  um irresponsabilismo,mas o não conhecer é algo que faz parte da vida humana e todas filosofias que fundamentam uma certeza são psicopáticas ,agressivas e não respeitam o ser.

A proposta de um transcendentalismo a posteriori é reconhecer esta impossibilidade de conhecer tudo,pelo viés kantiano e fundar uma atitude real diante do mundo:uma coisa é a ciência outra a vida cotidiana humana.Não é preciso uma filosofia ,um modelo para construir, mas trabalhar com o cotidiano,com a experiência dos povos.

Fiz este trabalho a partir d e uma crítica ao conceito de Husserl,o “Eu transcendental”,que me passa uma impressão de falso.Na medida em que os filósofos não entendem que  o pensamento filosófico também é tocado pela experiência, fazem a distinção entre filosofia,como pensamental e a ciência como experiência.

Desde sempre,desde que trato de Kant, eu trabalho com a  ideia (materialista?)de que a experiência participa deste Eu.

Contrariamente ao que pensa Husserl No Eu está o ego e vice-versa(dialeticamente falando?).No ego está a experiência,da qual  o eu  não se separa.

Aí sim existe um idealismo porque  ele pensa que o invariável lógico que forma na mente uma imagem,não tem a ver com a experiência,com a memória.

Como se pode fazer  esta imagem sem levar em consideração aquilo que já se tem na mente?

A contribuição que eu quis dar aqui com este livro é exatamente mostrar como há um apriorismo legitimo ,que nos conduz a novas descobertas.

 

 

 

Um momento De Spinoza

 



Dentro da filosofia(metafísica)de Spinoza há um momento muito apreciado por Gilles Delleuze(que se suicidou):aquele em que Spinoza notava  a força da natureza vendo duas aranhas brigando.

As crônicas dão conta que Spinoza ria ao vê-la(a natureza)em seu momento afirmativo ,potencial ,o que confirmava a sua visão sobre ela(natura naturans).

Contudo ao assistir ao filme “Kundun” ,uma determinada sequencia põe em xeque esta concepção.

Vejam:

A sequência muito bem elaborada descortina a figura do kundun,do pretendente a Dalai Lama,em meio à agitação.Ele está sentadinho e quando a Câmera se aproxima mostra-o observando a luta de dois escaravelhos.

Num determinado momento ele os separa e coloca um deles numa fresta da parede de uma casa de tijolos.

Isto me fez lembrar o que disse certa feita Delleuze sobre o significado da Filosofia de Spinoza:Spinoza gostava de ver aranhas se digladiando e sorria diante deste fenômeno(diferentemente do Kundun),porque mostrava a força da natureza,a manifestação de sua potencialidade(dir-se-á de Deus[?])imanente.

Imanência é o conceito fundamental da filosofia metafísica de Spinoza.

Por intuição sempre entendi que este fenômeno ,se transposto para a vida social ,como modelo natural,baseava posturas cruéis e de justificação da dor.

Nietzsche ,que é de certa forma um seguidor de Spinoza entende-o da mesma maneira que seu mestre:as mudanças na vida implicam na crueldade de aceitação da dor(digo eu:não como finalidade,mas como eventualidade necessária).

Quando adolescente li no manual do púbere virgem do Dr. Fritz Kahn, “Nossa Vida sexual”, que houve tentativas de criar o chamado “parto sem dor”,a minha indefectível intuição me levou a  pensar a vida toda que o homem poderia e deveria intervir na natureza  para aliviar a dor.

E mais do que isto: a constatação cientifica de que o homem adquiriu a dor do parto  em razão da superação da sua condição animal para uma humana e social(estão inter-ligados),me confirmou ainda mais a minha direção intuitiva face a este problema.

Mas o que mais me chama a atenção é que o sistema metafísico obscurece e distorce as maiores e melhores qualidades do filósofo:se ele de um lado defende uma liberdade a partir da superação da superstição(através  do conhecimento[das “leis da natureza”])está preso  a este modelo natural como base da consideração da sociabilidade.

Aquilo que é natural é legitimo?O homem não pode e não deve intervir?Como Hobbes ele encara a relação de violência da vida como parte(natural)dela?Ou uma inevitabilidade(Hobbes)?

Perguntas que eu vou responder nos próximos artigos sobre este grande  filósofo.