quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

As origens do pensamento de Hegel VI Para além de bem e mal.

 

Toda a discussão de Nietzsche sobre bem e mal denota uma época protestante, em que cada vez mais se procura diluir esta disitinção entre bem e mal.

Esta visão católica de Bem e Mal absolutos, vai sendo progressivamente superada pela visão reformada, que já vê o homem de uma maneira diferente.

Passando por Kant(pietista, protestante), para quem o mal radica na humanidade, embora a distinção permaneça , os seus meios de apuração e construção se modificam ao ponto de se buscar algo diferente do bem e do mal absolutos.

Mas a questão não é esta ,para mim: sempre o mal e o bem são construidos, como uma dialética psicológica a ser bem entendida e interpretada.

O absoluto não existe, é uma abstração criada pela subjetividade e que tem um sentido místico( Boehme) de abandono à religião e à crença(Kierkegaard-Boehme), mas não realidade, muito menos objetiva. Em qualquer época, mesmo de predominio da catolicidade, é uma ilusão pensar que o mal e o bem são absolutos.

Interesses de poder, lógico, fundaram esta concepção, mas ela nunca foi real.

Contudo, entendo que há uma diferença fundamental entre o Bem e o Mal, que não pode ser diluída como Nietszche quer. É necessário fazer uma distinção entre aquele que joga uma criança no forno crematório, e aquela que a retira.

Tem estas atitudes um caráter absoluto? Se dissermos que são construidas temos que aceitar uma certa diluição ou fraqueza de fundamento nelas?

O reconhecimento do mal participa da atitude do bem? Se não houvesse o mal, o diabo, não haveria o reconhecimento do bem? E no cotidiano, em que o mal não aparece assim tão definido(forno crematório), em que medida a presença do mal se faz sentir como catalisador do bem?

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