Então o movimento começa a surgir , através do pensamento de Hegel, quando surge o conceito de diferença . Notem que nós não estamos falando no contrário , mas na diferença.
Só se pode conceber transformações reais e objetivas se admitimos que as coisas são diferentes e que do igual surge, dialéticamente, o diferente.
Uma coisa que está aqui pode se transformar em outra e isto caracterizaria o movimento, no sentido geral, universal.
Nos textos que eu faço sobre Sto Agostinho e sobre interdisciplinaridade na História da filosofia fala-se no movimento, mas em Hegel o movimento se torna uma realidade universal, total, pretendendo superar a metafísica(sem sucesso como vamos ver).
A pretensão de Hegel se estrutura no reconhecimento do movimento objetivo, mas neste ponto ele seria igual à metafísica, que reconhece os objetos, mas não a sua formação, o modo pelos quais eles se formam e se transformam.
Em Aristóteles a teoria das formas, da geração e corrupção das coisas não dá conta de todo os aspectos próprios do movimento, embora o conhecimento metafísico tenha o seu lugar.
Nós falamos no artigo anterior em compreensão e extensão(este último conceito que aparece em Descartes e nos racionalistas).
A compreensão, o reconhecimento do que uma coisa é não entra em contradição com o movimento, porque este reconhecimento é essencial, mas é superado na sua explicação pelo movimento, que está na extensão das coisas.
Eu sei o significado do conceito “trezentos de Esparta”, mas preciso saber porque lutaram, como s e formaram, qual o seu significado histórico(entre outras coisas).
Entre estes trezentos existem várias pessoas, soldados , com formação diferente(diferença olha aí), origens diversas características várias que formam o reconhecimento do movimento real, a ser apreendido pelo conceito, pela subjetividade, que se integra no objeto como movimento , da coisa em si para a coisa para-si.
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