A identidade concreta é a identidade do movimento(dialético somente?),a identidade formal, abstrata formal se constrói por um juizo que identifica(adequa) sujeito cognoscente e objeto cognoscivel. Se eu digo “a bola é redonda”, esta identidade é óbvia.
Farei uma explicação prévia sobre o juizo, que eu falei tanto em Kant:como se sabe Hegel divide o seu trabalho em três partes, a doutrina do Ser, a doutrina da essência e a do conceito.
Pelo conceito nós apreendemos a essência do Ser, mas o método de produção do conhecimento, segue além no juizo e daí para o silogismo.
O que dissemos no primeiro parágrafo se refere à identidade abstrato\formal. Mas há que se compreender que diante da unidade do conceito concreto “bola” existem muitas possibilidades de diferenças conceituais. A bola pode ser azul, pode ser de plástico, de encher de ar, enfim, uma infinidade de possilidades.
A escolha do sujeito “bola” tira-o do seu isolamento conceitual, a partir dos diferentes e possíveis predicados. Existe uma tensão entre os dois e inere ao sujeito a qualidade atribuida a ele(redonda).
Estes dois termos , sujeito bola e predicado redonda, só se constituem porque são diferentes. Tal significa que a unidade formal inicial a adequação entre dois termos “ a bola é redonda”,só se constitui porque eles são diferentes.
Mas até aí estamos em Kant: a escolha das diversas qualidades da bola não é como Hegel pensa, pois há uma dialética obrigatória entre estes dois termos.
O sujeito só existe dialeticamente pelo seu contrário o predicado. S é S porque se relaciona com o P, predicado e P é P porque é determinado por S.
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